Uma crítica aos trípticos
Análise dos trípticos - Luisa Tiemi
Aqui o tríptico é primariamente baseado em formas geométricas e linhas. As fotografias utilizam um alto contraste em preto e branco para acentuar a interação entre luz e sombra, transformando o que poderia ser uma maquete ou um objeto em uma paisagem abstrata e permitindo uma imersão. Apesar de todas apresentarem formas geométricas bem formadas as imagens não apresenta uma continuidade visual direta, ou seja, elas funcionam individualmente. A última imagem, destoa um pouco do restante da composição principalmente pelo excesso de partes pretas. Ainda assim, as formas, a distribuição de luz e sombra impede que as imagens pareçam caóticas, trabalhando muito bem a ideia de luz e sombra.
As linhas diagonais e verticais criam uma sensação de dinamismo e profundidade e as vezes geram uma estranheza e curiosidade pela falta de simetria entre as linhas.
Este já apresenta uma proposta mais orgânica e dinâmica. Enquanto o primeiro aborda a estrutura e a geometria, este se concentra no movimento e na reflexão da luz em superfícies. As imagens parecem capturar a luz interagindo com objetos de forma menos controlada, resultando em padrões mais fluidos.
As formas não são tão rígidas. Elas parecem mais fluidas, com texturas de superfícies que refletem e distorcem a luz, dificultando a fácil identificação do material utilizado . As fotos exploram a repetição de reflexos e a criação de raios de luz, criando uma ligação entre as imagens. O espaçamento entre as fotos foi fundamental para o equilíbrio da composição, juntamente com o contraste que foi usado para criar dinamismo. As composições parecem capturar um instante de movimento, em vez de uma forma estática. Todas as fotos com um fundo preto contribuíram para uma leitura harmônica da imagem.


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