Pesquisa nao objeto e arte cinética
PESQUISA DE AIA - Não-objetos e arte cinética
Lygia Clark - Objetos Sensoriais (Não-objeto)
https://portal.lygiaclark.org.br/obras/190/nao-arte
É uma série de obras onde a artista propõe a transferência do “poder” da obra para as o observador, como se as obras passassem a precisar do próprio corpo do indivíduo que a está observando para acontecer, o tornando parte dela e fazendo com que ela mude, não tendo sua forma e sentido “presos”.
São consideradas não objetos por não serem objetos concretos, fixos e com funções definidas, as obras variam completamente a depender de como são vistas e utilizadas pelos observadores e pelo mais importante das obras não serem elas em si ou o material, mas a relação, a interação e a experiência que ela gera.
Entre as diversas obras da série temos:
“Água e Conchas”: São duas embalagens transparentes contendo água e pequenas conchas dentro delas, fazendo com que, a depender do movimento do propositor que a segura e da maneira de observá-las, elas se disponham de maneiras diferentes e possam ser observadas e interpretadas de diversas formas.
“Diálogo de mãos": É uma fita de Moebius elástica atada aos pulsos dos participantes, que varia de acordo com o movimento das mãos, fazendo com que a obra seja livre e sem uma referência específica, ela se apresenta por si só.
“Ping Pong”: São bolinhas de ping pong dentro de uma embalagem plástica, com uma metodologia parecida com a obra “Água e conchas”, onde a movimentação e o ponto de vista do observador mudam completamente a obra.
O Não-objeto “O peso do ar”, é um objeto que rompe com a ideia de algo fechado, estático e com um único sentido. Esse trabalho pensado para a Carbono vem de uma série que a artista chama de "Derretidas" onde ela busca amolecer o aço e marcar o gesto que sempre esteve presente no seu trabalho, buscando repetir diversas vezes como uma coreografia deixando sua originalidade no projeto. O interessante sobre o não objeto é que mesmo havendo diversas curvas, o mesmo não possui começo, meio e fim.
O primeiro contato de Iole de Freitas com a arte deu-se através da dança, elemento que a acompanha de maneira visível por toda a carreira. Durante os anos 1990, da arquitetura, cria obras que se relacionam diretamente com o espaço real.
Para o crítico Paulo Sérgio Duarte, “os trabalhos [de Iole de Freitas] apontam para nossa ignorância. Obrigam a percepção ao esquecimento. Exigem nova organização sensível. Não figurado e distanciado, o corpo continua a porta, agora invisível, de acesso. Do corpo temos de partir para reinventar o espaço. Esse que não sabemos e está nos trabalhos”.
VIDEO: https://youtu.be/KJFGaNNCm8c?si=OJu1SvH3qfPkbZ3D
NÃO-OBJETO: https://carbonogaleria.com.br/products/o-peso-do-ar
“Losange virtuel sur font noir” de Julio LeParc
""Losange Virtuel sur font NOIR” é composto por peças espelhadas que são suspensas por fios de nylon fixadas em uma placa de madeira revestida de uma superfície preta. Os fios são tencionados de forma que as peças possam se movimentar de forma independente com as correntes de ar e criando efeitos óticos em contraste com o fundo.” (fonte:https://www.composition.gallery/FR/art/julio-le-parc-losange-virtuel-sur-noir/)
Pira olimpica Rio 2016 de Anthony Howe
“[...] ela representa o sol e se movimenta com o vento, fontes de energia que devemos buscar. [..] “Nossa pira é um híbrido, um móbile que se movimenta pelo vento e reflete o fogo. [...] Essas esculturas cinéticas, de Anthony Howe, são tão complexas que ele utiliza um software especializado para simular tudo antes de construir as peças de metal.” (fonte: https://www.salles.imb.br/conteudo/639/esculturas-cineticas-antony-howe-olimpiadas-2016)
Acendimento Pira Olimpica RIO 2016 (Firing Pira Olimpica RIO 2016)
Não Objeto- Fyodor Pavlov Andreevic
Artista visual russo-brasileiro. Exposição “Antimobília”
Diferentemente da maioria de seus trabalhos ao vivo anteriores, na série “Antimobília”, Pavlov-Andreevich substitui sua presença física pela dos visitantes, dando origem a um corpo performático coletivo, os provocando a refletir sobre seus medos e suas possibilidades de enfretamento.
A coleção projetada para inspirar a imaginação convida o público visitante a entrar e brincar por meio de ações como deitar, sentar, escalar e se esconder, habitando temporariamente o conjunto de peças para criar sua própria experiência de “Antimobília”.
O GRIVO
Foi criado em fins de 1990 pelos músicos Nelson Soares (Belo Horizonte, Minas Gerais, 1967), e Marcos Moreira (Belo Horizonte, Minas Gerais, 1967). as obras d’O Grivo priorizam a sonoridade: embora o efeito visual esteja longe de ser casual, a imagem é consequência da dimensão musical. Os percursos sonoros que criam são, além de uma nova maneira de ouvir, uma nova maneira de ver os mecanismos de produção do som.
-Seus trabalhos abrangem trilhas para artistas de diversas mídias, concertos, instalações e performances, com perspectivas de improvisação e utilização de equipamentos eletrônicos em áudio e vídeo.
- Realizam seu primeiro concerto em Belo Horizonte e iniciam suas pesquisas no campo da “Música Nova”, que tem por objetivo a expansão do universo sonoro pela descoberta de maneiras diferentes de organizar improvisações.
A interseção entre as informações visuais e sonoras é o lugar onde se constróem conceitos como textura, organização espacial, sobreposição, perspectiva, densidade, velocidade, repetição e fragmentação
A proposta de um estado de curiosidade contemplativa e as relações dos sons com o espaço são as ideias principais que conformam os trabalhos do grupo.
O apelo visual de suas instalações, faz com que a dupla seja reconhecida pela qualidade plástica, e não apenas sonora, de suas criações, a partir da exposição Antarctica artes com a Folha (1996)
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